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terça-feira, 14 de julho de 2015

DICAS LITERÁRIAS: PARA ONDE VAI NUESTRA AMÉRICA. ESPIRITUALIDADE SOCIALISTA PARA O SÉCULO XXI


“Nossa América” foi uma expressão do libertador cubano José Martí para designar nosso continente e o Caribe. Desde alguns anos, em vários países desta “Pátria Grande” (especialmente Bolívia, Equador, Venezuela e Paraguai), alguns movimentos populares e também pessoas comuns têm sido protagonistas de mudanças sociais e políticas importantes. Estes processos sociais e políticos partem das bases e chegam até a conquistas importantes, como a elaboração de constituições e leis mais justas e igualitárias, assim como a eleição de governos mais populares e de opção transformadora. Mesmo em países onde esta nova realidade social e política está mais sedimentada, como a Bolívia, o Equador e a Venezuela, trata-se ainda de processos novos e não sem contradições internas. Contam com dificuldades inerentes a todo caminho transformador. No entanto, não se pode negar: enquanto, em outras partes do mundo, a realidade política parece tender a uma volta do que comumente se chama de “direita”, em vários países da América Latina, há ensaios do que o professor Boaventura de Sousa Santos chamou de “esboço de um socialismo para o século XXI”.

Esta realidade nova tem sido conquista de comunidades populares e de grupos antes desorganizados que, pouco a pouco, têm manifestado uma capacidade de mobilização que os partidos políticos tradicionais e os intentos revolucionários anteriores nunca haviam conseguido realizar. (p. 17)





Livro: PARA ONDE VAI NUESTRA AMÉRICA. ESPIRITUALIDADE SOCIALISTA PARA O SÉCULO XXI

Autor: Marcelo Barros

Editora: Nhandutti






por Leonardo Boff:


Todo escrito é, de certo modo, provocação para uma conversa entre quem escreve e a pessoa que se aventura a ler. Este segue de modo mais profundamente ainda este caminho. Foi escrito em estilo simples e coloquial. Além disso, se constitui como um convite que Marcelo Barros faz a todas as pessoas que têm fome e sede de justiça. Unido a muitos companheiros e companheiras de caminhada, em toda a América Latina e Caribe, ele nos convoca a nos situar como protagonistas de uma nova caminhada social transformadora. Embora ainda incipiente e frágil, este processo de mudanças estruturais está ocorrendo em vários países do continente e, como no início do século XIX, sonhava Simón Bolívar, pode unir todos os povos desta imensa “pátria grande”. Agora, começa a tomar formas novas a libertação plantada por tantos irmãos e irmãs, índios, negros e mestiços, assim como por todas as pessoas que se unem para formar o que, ainda no século XIX, José Martí, profeta e poeta cubano, chamava: Nuestra América.


De fato, para aproveitar bem este livro, você precisa acreditar e apostar neste processo social que, na Venezuela, está sendo chamado de “revolução bolivariana”, no Equador “processo cidadão”, na Bolívia e em outros países toma outros nomes. Como afirma o professor Boaventura de Souza Santos: “A América Latina tem sido o continente, onde o socialismo do século XXI entrou na agenda política”.

Desde o começo, a Teologia da Libertação se posicionou como reflexão espiritual, nascida nas bases e aprofundada a partir das experiências de participação das comunidades cristãs nos processos de luta e libertação ocorridas no continente. A partir de anos recentes, as teologias contextuais, desenvolvidas como teologias índias, afrodescendentes e feministas, dialogam com temas como o Pluralismo cultural e religioso, assim como com os desafios próprios do nosso tempo para firmar um compromisso de amor solidário da parte mais sadia das Igrejas cristãs e de outras religiões com o novo processo socialista que surge das comunidades indígenas e dos movimentos populares, em vários países do continente. Ao sempre procurar aprofundar os novos processos sociais, não a partir de governos, mesmo dos mais revolucionários e sim das comunidades empobrecidas e populares, este livro atualiza este caminho espiritual.

Seja você religioso/a ou não, poderá tirar outras conclusões válidas e se sentir novamente chamado/a ao compromisso libertador que, tão empolgadamente, este livro descreve.

terça-feira, 7 de abril de 2015

DICAS LITERÁRIAS: ENCONTRO COM MARCELO BARROS


O monge beneditino MARCELO BARROS participou, de 24 a 28 de março, do 13º Fórum Social Mundial, em Túnis, Tunísia.

Nesta quarta-feira, 08, a convite do prof. Gilbraz Araújo e do setor de pós-graduação de Ciências da Religião da UNICAP, ele estará conversando sobre sua participação no Fórum e os Caminhos para a paz e a justiça no mundo, especificamente como o diálogo entre as religiões e o estudo das diversas tradições podem vencer o fundamentalismo.



 Após o bate-papo, Marcelo Barros lançará seu novo livro: Evangelho e Instituição, Ed. Paulus. Vale salientar que o livro teve seu lançamento internacional em 2014 nos salões da Embaixada Brasileira do Vaticano.
O evento terá início às 16h no auditório do 1º  andar do Bloco B da Universidade Católica.


Grande parte da Igreja e mesmo da humanidade não crente deseja e espera que Papa Francisco promova mudanças profundas. Devemos ajudá-lo nessa tarefa. Para isso é necessário aprofundar uma posição mais profética e crítica em relação ao mundo e às estruturas da Igreja como, em seu tempo, Jesus fez em relação à instituição religiosa. Este livro quer contribuir para isso, com uma reflexão sobre a tensão que existe entre “Evangelho e Instituição”. Tem um caráter de meditação bíblica e teológica. Liga fé e espiritualidade, história e desafios da ação da Igreja no mundo. Em diálogo com a teologia do padre José Comblin, seu mestre, o monge Marcelo Barros o escreveu com muito amor à Igreja e para fortalecer a fé de irmãos e irmãs, e contribuir com a edificação do corpo de Cristo.

SERVIÇO:

O QUE – Bate-papo e lançamento do livro Evangelho e Instituição – Marcelo Barros
Quando – 08 de abril de 2015, às 16h
Onde: auditório do 1º andar do Bloco B, Universidade Católica.



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

EM PAUTA: MONGE MARCELO BARROS RECEBE MEDALHA DA ALEPE



A Assembleia Legislativa de Pernambuco entregou, na noite de ontem, 03, três categorias da Medalha Leão do Norte Classe Ouro, concedida a pessoas ou entidades que atuam no Estado em diversos segmentos. A medalha é concedida anualmente.

Os segmentos agraciados ontem foram:

-- Mérito Direitos Humanos Herbert de Souza: oferecida à pessoa e/ou entidade que se destaca na defesa dos direitos humanos.
-- Mérito Cultural Gilberto Freyre: concedida a personalidades consagradas no cenário artístico e cultural de Pernambuco.
-- Mérito Educacional Paulo Freire: concedida à personalidade ou instituição que mais se dedica à defesa e promoção da educação.


A categoria Cultural foi entregue a Ricardo Brennand, por indicação do deputado Tony Gel.



 A categoria Direitos Humanos foi entregue ao cacique Marcos Xucuru, por indicação do deputado Isaltino Nascimento. 

E a categoria Educacional foi entregue ao monge Marcelo Barros, por indicação do deputado Daniel Coelho.

 Marcelo Barros falou em nome dos três agraciados. Citou a importância do Instituo Ricardo Brennand para a cultura de nosso Estado, incluindo o seu extraordinário acervo de quadros de pintores holandeses.

Falou da luta do cacique Xucuru para defender seu povo, que assumiu a luta de seu pai, cacique Xicão, assassinado em maio de 1998, pela garantia dos direitos dos povos indígenas.


O Monge encerrou o seu discurso com uma citação de Rubem Alves: “Ensinar é uma coisa. Educar é outra. Para ensinar é preciso saber. Para ensinar é preciso ser”.
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