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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

CINEMANIA: JOGOS VORAZES, A ESPERANÇA - PARTE 1






DIREÇÃO – Francis Lawrence
ROTEIRO: Danny Strong 
ELENCO: Jennifer Lawrende, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Julianne Moore, Elizabeth Banks, Jeffrey Wright, Julianne Moore, Donal Sutherland
GÊNERO: Ação, Drama, Ficção Científica
NACIONALIDADE: EUA

 
Chegou aos cinemas do Brasil a tão esperada parte final da saga HUNGER GAMES. Só que, para o cinema, a última parte foi dividida em duas. Assim dá para esticar mais um pouco a história e aumentar a renda. Essa prática está sendo bem comum ultimamente. Foi assim com a parte final de Harry Potter, por exemplo. Sem esquecer que o pequeno livro O Hobbit rendeu três filmes. Os roteiristas conseguem mesmo fazer milagres. Sobretudo em se tratando de um público que, em sua grande maioria já leu os livros e quer reviver as emoções.

Em 2012 quando o primeiro filme da saga chegou às telas a expectativa era de que seria mais uma adaptação de livros adolescentes, fadada ao sucesso pelo simples fato dos livros serem um enorme sucesso.

Mas, o filme surpreendeu por sua maturidade em abordar temas que não chegavam nem perto dos velhos clichês juvenis.


 A história de Jogos Vorazes vai muito além de um jogo mortal onde sobrevive apenas um jovem. Mostra um espelho do mundo em que vivemos, onde opressores se dão bem, oprimindo, privando os mais humildes de suas comodidades e confortos, forçando seus jovens a lutar pela sobrevivência de suas comunidades. É ou não um retrato do que vemos quando olhamos para o lado?

Em Esperança – 1 são misturadas história e atualidade, ganhando, inclusive, um ar de mais seriedade e um tom mais sombrio.

 Um dos pontos mais interessantes do filme é quando mostra a propaganda usada como arma, lembrando-nos a história onde Hitler fez uso do marketing e da publicidade para propagar o nazismo.
Resgatada de sua segunda participação nos Jogos Vorazes, Katniss passa a ser, além da salvação para todos, a motivação, a força para impulsionar todos os que têm medo de se revoltar contra o sistema. Ela simboliza a esperança que une e que pode levar a uma mudança real.
 Na trama, depois de ser resgatada de sua segunda participação nos Jogos Vorazes, Katniss (Jennifer Lawrence) se vê no meio do Distrito 13, que comanda a revolução contra o ditador Presidente Snow. Por ter se rebelado diversas vezes contra o sistema da Capital, a heroína se torna um símbolo e os líderes da revolução vão usar isso em favor de sua causa. Katniss é mais que simplesmente a salvação para todos, ela é a motivação, a força para impulsionar os cidadãos que têm medo de se revoltar contra o sistema.
 O elenco está impecável. Jennifer dá um show de interpretação, ao lado de Elizabeth Banks, Woody Harrelson, Julianne Moore e Donald Sutherland
As cenas são de tirar o fôlego e os efeitos especiais são de primeira.
Há quem esteja classificando o filme como “Um épico em todos os sentidos”, desde os confrontos físicos e emocionais, até as ideias e, sobretudo, em sua realização propriamente dita.
Mas, para verificar se tudo isso faz sentido, só mesmo assistindo e formando a sua opinião. Portanto, escolha o cinema, o horário e se envolva nesses jogos vorazes.
 TRAILER


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

CINEMANIA: JOGOS VORAZES - EM CHAMAS (2013) - HUNGER GAMES - CATCHING FIRE

Por Rossana Menezes





País:  USA
Diretor:  Francis Lawrence
Roteiro: Simon Beaufoy, Michael Arndt
Atores: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth 




E nessa última sexta-feira estreou nos USA e aqui no Canadá o segundo filme da trilogia The Hunger Games! No Brasil, está em exibição desde o dia 15. No sábado, lá vou eu, com meu ingresso comprado com antecedência, para a sessão de 22h45. A previsão do tempo era de neve e sensação térmica de -15 graus. Mas não tem problema, afinal, a estação do metrô é dentro do shopping. Não vou pegar frio... guardem essa informação.

Baseado no segundo livro da trilogia, Catching Fire conta com o mesmo elenco principal do primeiro filme, mais algumas novas aquisições no elenco de suporte. No entanto, uma grande mudança aconteceu: esse filme tem novos roteiristas. Quem leu a minha crítica sobre o primeiro filme sabe que eu gostei. Gostei por que sou fã do livro, mas que achei o roteiro bem fraco e superficial. Só lembrando que não é um problema de ser um filme sobre um livro e bla bla bla. Existem livros muito bem adaptados. The Hunger games não foi. É bastante fiel, mas não passa 1/5 da essência da história.

Curiosamente os novos dois roteiristas são conhecidos por Toy story 3, Pequena Miss Sunshine (Michael Arndt) e Quem quer ser um milionário (Simon Beufoy), três filmes que eu detestei. Mas realizaram um excelente trabalho na adaptação do livro. O novo diretor, Francis Lawrence, que assumiu após Gary Ross ter abandonado o projeto, também deu uma nova roupagem.

São duas horas e meia que passam voando. Fui com um grupo de amigos. Uns já leram e gostam do livro, outros nunca leram. O filme agradou a gregos e troianos. O filme te deixa com gosto de quero mais. Passaria tranquilamente mais duas horas e meia sentada ali se fosse pra ver o que vem depois. Mesmo já sabendo tudo o que acontece. Lawrence conseguiu passar o clima certo em cada momento da trama, dentro e fora da arena. A direção de arte também é cuidadosa. O jogo de cores do Capitol, a falta de cores nos distritos, o figurino, a fotografia que fica por conta de Jo Willems, em um dos seus melhores trabalhos, contribuem para uma sequência bem melhor sucedida. 





Quanto a história, como falei na crítica do primeiro filme, entronxei a cara no começo para o livro, achando que se tratava de um novo Crepúsculo. Mas, me garantiram que não. Li meio desconfiada e tive uma surpresa fantástica. Há muito tempo que um livro de fantasia/aventura não me empolgava tanto. 

Ele não é um livro adolescente, com uma personagem feita para cativar as menininhas e um triângulo amoroso água com açúcar. Não é uma receita pronta. Ele vai muito além. Ele é uma crítica social muito forte, com um fundo político que fica ainda mais evidente nessa segunda parte. 

Está muito mais do que indicado!

Porque eu, mesmo saindo do cinema 1h30 da manhã, só pra descobrir que a saída do shopping que dava para o metrô estava fechada, mesmo tendo que chegar lá por fora, debaixo de neve e num frio de -19 graus; mesmo chegando na estação do metrô e descobrindo que havíamos perdido o último trem e tivemos que voltar de taxi, faria tudo de novo só pra ver o filme!!! Vale a pena!


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