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terça-feira, 7 de outubro de 2014

DICAS LITERÁRIAS; QUEM É VOCÊ ALASCA



LIVRO: QUEM É VOCÊ ALASCA  - LOOKING FOR ALASCA
AUTOR: JOHN GREEN
EDITORA: W. M. F. Martins Fontes


Quem é você, Alasca? nos oferece a história de Miles, um garoto anti social que decide que está na hora de ir estudar em um colégio interno.
Cansado de sua  vidinha segura e sem graça em casa resolve ir  para uma nova escola à procura de mais sabor em sua vida. 

Adolescente, adora ler biografias e seu passatempo predileto é decorar as últimas palavras proferidas pelas personalidades biografadas antes de morrerem. Algumas são bem engraçadas, outras trazem uma reflexão interessante. 

Uma das biografias que leu traz palavras intensas que fazem com que Miles deseje sair de sua zona de conforto. Ele está cansado de sua vida medíocre e agora procura o seu “grande talvez”. Talvez o colégio interno seja terrível, mas talvez seja a melhor experiência de sua vida. Miles não vai descobrir seu “grande talvez” ficando onde está.

O internato que ele escolheu é o mesmo que seu pai se formou, famoso pelos grandes trotes que pregava. E é assim que Miles arruma suas malas, com o desejo enorme que sua vida se altere e que faça amigos de verdade.

Seu colega de classe é um baixinho invocado… Coronel. E é ele que já no primeiro dia apresenta aquela que vai determinar o ritmo do coração de Miles dali para frente… Alasca.  Garota inteligente, engraçada, problemática e extremamente sensual, que o  levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao que ele pode estar procurando em sua vida: o Grande Talvez.


Depois de conhecer Coronel e Alasca, a vida de Miles não será mais a a mesma.  A história toda é tensa, inebriante, apreensiva, e os fôlegos cômicos são totalmente necessários para que a narrativa seja fluída.

Como em outros livros de John Green, este traz os três elementos que tornam seus livros tão interessantes: um nerd, adolescentes do ensino médio e bom humor.

Mesmo livros com carga emocional forte, temos sempre momentos de pura gargalhada. E cada livro do dele é diferente um do outro. Os personagens não se misturam. Cada um tem personalidade própria.

Para saber como se desenrola a história, você vai ter que ler o livro e descobrir se Miles encontra ou não o seu Grande Talvez.


Frase do livro: "Somos capazes de sobreviver a essas coisas horríveis, pois somos tão indestrutíveis quando pensamos ser."

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

DICAS LITERÁRIAS: CIDADES DE PAPEL



por CAROLINA MENEZES

Autor: JOHN GREEN
Editora: Intrínseca
Tradução: Juliana Romeiro
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA - ROMANCE



Cidades de Papel conta a história de Quentin, mais conhecido como Q, um menino que está no ultimo ano do ensino médio, e que é apaixonado por sua vizinha, com quem costumava brincar quando eram crianças. Lançado em 2008, Cidades de Papel é o terceiro livro do autor John Green. O livro é dividido em três partes, Os Fios, A Relva e O Navio. Cada um desses nomes é inspirado em uma metáfora abordada no livro. 

Q é um adolescente diferente da maioria. É centrado, segundo ele por ser filho de psicólogos, e na dele. Não gosta de se meter em confusão e se preocupa muito com tudo. Já sua vizinha, Margo, é o oposto. Ela tenta viver a vida ao máximo. Uma frase que sintetiza bem essa diferença entre os dois protagonistas é “Quando dei os dois passos, Margo também deu, igualmente curtos e silenciosos, porém para a frente.” Apesar da frase estar no sentido literal, ela também pode ser interpretada como uma, das muitas metáforas, uma vez que ela traduz a personalidade dos dois: enquanto Quentin reluta diante das aventuras, Margo reluta diante da monotonia.

Após anos sem falar com Quentin, Margo aparece na sua janela uma noite, vestida de ninja e o chama para uma noite que ela promete ser a melhor da vida dele. Mas, depois da noite de aventuras, Margo some. Não demora muito para que Quentin descubra que a menina havia deixado pistas para ele seguir. Logo, Q e seus amigos começam uma busca atrás de qualquer coisa que pudesse revelar o paradeiro da garota. E, através das pistas, Quentin começa a descobrir que há muito mais em Margo do que ele jamais imaginou.

Apesar de ser uma leitura fácil e rápida, o livro trata de questões mais profundas da vida, através de suas metáforas, que se destacam e, às vezes, até ofuscam o resto da história. A forma que John Green usa para falar sobre isso, usando a personagem Margo, é bem interessante. No começo do livro a vemos como alguém rasa e fútil.  Mas, através da busca por ela, vamos, aos poucos, descobrindo que se trata de uma personagem com muito mais potencial e com uma visão de mundo bastante particular. É impossível ler esse livro sem pensar sobre as pessoas de papel, sem se perguntar se as pessoas te veem do jeito que você realmente é.

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