Porque precisamos escolher bem o que fazer em nosso dia a dia. As nossas escolhas definem a nossa qualidade de vida.


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terça-feira, 28 de abril de 2015

DICAS LITERÁRIAS: NOVIDADES DE PATRÍCIA TENÓRIO



Novidades recentes em www.patriciatenorio.com.br



8220;– Estou maisPara São PedroDo quePara São Paulo” – Ao padreConfessei“– Como assim?” –Me perguntouO padreCom a batinaArrastandoEm plenaConfissão “– Porque em São PauloEu abraçariaAquele que Me feriuAquele queCuspiu no rostoRasgou-me as vestesE repartiu comOs três guardasEm São PedroEu negariaAs três vezesAinda mesmoAntes do galo cantar Em São PauloHá caridadeEm São PedroAs pernasSão todas bambasAs culpasSão todas nossasQue (...) 

Agosto, 2008Para Karla Melo A partir da Fenomenologia da Percepção[1], estudo desenvolvido por Merleau-Ponty, procurei dialogar com a experiência da escrita na língua francesa no período que passei em Paris entre setembro de 2006 e janeiro de 2007[2]: processo de individuação decorrido da necessidade de me expressar numa língua estrangeira, de fazer a ponte do sentido ao signo proferido pela palavra nova que se aprende e se apreende ao mesmo tempo – um nascer em outra língua. E ao nascer se descobre um mundo novo, repleto de infinitas possibilidades, enxergando (...) 

ARQUEOLOGIA  FAMILIAR                                                                                          Andei arrumando umas papeladas, revendo e recuperando um pouco desse fato consumado que se chama tempo. Velhos sonhos a morrer na gaveta. Entre retratos, objetos,  cartas, encontro um postal sem data, com a minha letra de colegial aplicada: “Volte logo, já sinto saudades.” A quem teria enviado?  Misturadas às miudezas, dentinhos de leite da criançada. Porta-moedas com algumas de 2.000 réis de prata-1888, homenageando Petrus II.  Um dedal de ouro com ele, minha tia avó Sinhá Teté costurava os vestidos das minhas bonecas. Um par de abotoadura de prata do meu pai. Estojo de retrato “(...) 

por fotografias te conhecifoi amor à prima vista nosso primeiro encontro foi oníricoa paixão se concretizou ao contato com teu corpo tépidotuas curvas sensuaisteu hálito perfumadoteu corpo escultural teus seios encantadores entranhas oceânicaso ventre abrasador teu calor inebriou-meacariciou o meu corpo todobeijou os meus pés como se eu fora um anjoenamorado estava deslumbrado permaneçono compasso de nossas pulsações não abandono teu regaçoquero-te mais  e cada vez mais acariciar-teà luz do solou dias de mormaçonas noites de luar (...) 

Torre Malakoff Na Praça do Arsenal de Marinha, a velha torre, antiga entrada do Estaleiro Naval, reina soberana. Em 1905 era o edifício mais alto da cidade que detinha a primazia de ser o segundo polo de Construção Naval do país. Estava em curso a Guerra da Criméia, entre o Japão e a Rússia. O povo deu-lhe esse nome em alusão a uma edificação que existia no país eslavo.À direita da Torre o prédio da Capitania dos Portos, antes utilizada pela Escola de Aprendizes Marinheiros de Pernambuco, e (...) 

O rato roeuo resto queo rei me deu,e morreu eu sou o ratoe o resto sou eu… (Clébio Duarte) Faço poesia com teus olhose com tudo de tidaquilo que não existee do que poderia não sei rimarnão quero rimar rimar é o meu reversode poema a não ser quea rima rime por mim apenasquero tocaro mundofazer amor comas palavras como quemdesejadesejadeseja (Alessandra Bessa)  Jogo Apitos atordoados (...) 

Herança* há um sentimento indígenano torto passo que douno pouco tato que tenho: vou sentindo ocaa raiz em que me lenho.  Trajeto* fui acontecidadesde a noite de natalquando no cimo da árvorecravaram espinhopedrae mel morri no nomequando não pude nadar cantar então é um enormecactona garganta. Manga-espada** Tão grande a árvore que pensa o meninodesconhecer o céu. Sai cantando as frutas no chãoe desenvolve com elas uma história deternura, violência (...) 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

DICAS LTERÁRIAS: O IRMÃO ALEMÃO

LIVRO: O IRMÃO ALEMÃO
AUTOR: CHICO BUARQUE
EDITORA: COMPANHIA DAS LETRAS







Depois de Estorvo, seu romance de estreia, Benjamim, Budapeste, Leite Derramado e o infantil Chapeuzinho Amarelo, Chico Buarque lança mais um romance: O IRMÃO ALEMÃO.

Segundo o próprio Chico seu pai, o historiador Sérgio Buarque, antes de casar, em 1930,  teve um breve relacionamento na Alemanha e, dele, nasceu o irmão que Chico não tem certeza se ainda está vivo.

A última notícia que teve dele foi durante a guerra quando a mãe do garoto pediu para lhe fossem enviados documentos que comprovassem que Sérgio Buarque não tinha sangue judeu nas veias.

Chico disse que procurou pelo irmão uma vez, quando foi a Berlim, mas não obteve resultado. Ele comenta que era engraçado quando alguém perguntava ao seu pai se ele muito branco por ser filho de alemão e ele respondia: ”Não. Sou pai de alemão”.

E, é a história desse irmão que Chico conta em seu romance. Até que ponto é verdade ou não a história de Sérgio Ernst, depois Horst Günther, o meio-irmão alemão de Chico?

As informações, a história contada no livro, narrada por Chico, o Buarque ou outro Chico, nos conta que o garoto Sérgio Ernst teria sido entregue, por sua mãe, para adoção, para protegê-lo das suspeitas de ser descente de judeus, em 1931 ou 1932. A criança teria sido adotada por Arthur Günther e sua espos. Ao completar 22 anos, ao descobrir sua origem, volta a usar seu nome original, vindo a falecer em 1981.

Verdade? Ficção? O fato é que quanto mais entramos na história menos conseguimos saber.

Então, só nos resta ler o livro até o final e ver se conseguimos chegar à alguma conclusão. Ou não.

Resumindo: é um livro de Chico Buarque. Alguma dúvida em decidir comprar e ler?





CHICO LÊ TRECHO DO SEU NOVO LIVRO


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